Aiyé é um mundo em tensão. Nenhuma nação controla tudo que precisa, e é isso que mantém comércio, alianças, guerras e traições em movimento. A Guerra da Fome começou em Tessenor, mas suas consequências já alcançam portos, templos, minas, celeiros, arquipélagos e escolas arcanas.


Tessenor

Recursos: gado de várzea e peixe defumado do Lago Ìrànti.
Influência: a desobediência sagrada de Danladi.

Tessenor é a nação ferida no centro da Guerra da Fome. Suas planícies e águas alimentam exércitos e refugiados, mas sua verdadeira força está na pergunta que espalhou pelo mundo: se um deus falha, os mortais têm direito de desobedecer?

Para uns, Tessenor é corajosa. Para outros, blasfema. Para seu povo, muitas vezes, é apenas uma terra tentando sobreviver enquanto reis, sacerdotes e deuses discutem o sentido da dor.


Gelede

Recursos: cereais de celeiro e dendê ritual.
Influência: a ortodoxia de Amuka.

gelede é a grande defensora da ordem, dos limites e dos ritos corretos. Seus celeiros alimentam muita gente, e seu dendê é usado em comida, lâmpadas, funerais e cerimônias sagradas.

Seus sacerdotes são respeitados por saberem encerrar lutos, disputas e ciclos. Seus críticos dizem que gelede confunde cuidado com controle. A própria nação responde que liberdade sem limite vira fome.


Karas

Recursos: sal de marisma e âmbar-cinzento de leviatã.
Influência: tecnologia mercantil e logística.

Karas é porto, contrato, armazém e cobrança. Seu sal conserva carne e peixe. Seu âmbar-cinzento, raro e luxuoso, é usado em perfumes, incensos, remédios caros e ritos de elite.

Karas não gosta de escolher lados. Prefere vender, registrar, transportar, financiar e cobrar. Quase todo mundo critica Karas. Quase todo mundo precisa dela.


Dòkun

Recursos: cavalos e animais de estepe; diamantes aluviais.
Influência: prestígio militar de campanha.

Dòkun é uma nação de marcha, forja, disciplina e guerra. Seus animais sustentam caravanas e exércitos. Seus diamantes enriquecem chefes, generais, casas mercantes e contrabandistas.

Dòkun honra Danladi como General Supremo. Seus soldados são respeitados em quase todo lugar, mas também temidos. Onde Dòkun chega, a diplomacia fica mais pesada.


Ilunji

Recursos: minério de ferro de montanha e água de degelo do Odò Ìyè.
Influência: arquivos autenticados.

Ilunji é a montanha que guarda. De suas alturas vêm ferro, água e documentos antigos. Dòkun precisa de seu minério e de sua água, mesmo odiando admitir isso.

Os arquivos de Ilunji são famosos. Um documento autenticado por suas Casas de Pedra pode provar uma linhagem, validar um tratado ou destruir uma mentira antiga. Ilunji diz que algumas verdades precisam esperar. Seus críticos dizem que esperar demais também é mentir.


Krysia

Recursos: cobre insular e púrpura de concha.
Influência: neutralidade mediadora das marés.

Krysia é uma potência marítima de ilhas, portos, armazéns e assembleias lentas. Seu cobre circula em ferramentas, bronze, navios e objetos rituais. Sua púrpura é símbolo de luxo, diplomacia e prestígio.

Krysia tenta ser moderada. Seus portos recebem diplomatas inimigos, refugiados e mercadores de muitos povos. Mas há quem diga que esperar pela decisão perfeita pode matar quem precisava de ajuda hoje.


Egeia

Recursos: mármore claro e prata costeira.
Influência: kleos público, a glória diante da cidade.

Egeia é uma liga de cidades marítimas, teatros, assembleias, tribunais e frotas. Seu mármore ergue templos, estátuas e teatros. Sua prata paga navios, festivais, soldados e políticos.

Os egeios acreditam que toda verdade importante precisa suportar julgamento público. Eles amam debate, prova, discurso e teatro. Seus críticos dizem que, em Egeia, até a verdade precisa vencer aplauso.


Akrís

Recursos: alume cinzento e ardósia de contenção.
Influência: tecnologia arcana de Sigē.

Akrís é a terra dos Oì Siopítes, o Povo do Silêncio. Eles não negam que os deuses existam. Negam que existência dê direito de governar mortais.

Suas escolas arcanas são as mais respeitadas do mundo conhecido. Estudam magia, possessão, linhas ley, contenção e fenômenos divinos como técnica, não como milagre. Para muitos, Akrís é libertadora. Para outros, é uma nação fria demais, que trocou templos por laboratórios.


Como As Nações Se Enxergam

Tessenor acha que o mundo exige coragem para desobedecer.
Gẹ̀lẹ̀dẹ́ acha que o mundo precisa reaprender limite.
Karas acha que o mundo sempre vai precisar de contrato.
Dòkun acha que honra se prova em campanha.
Ilunji acha que verdade sem preparo destrói.
Krysia acha que extremos afundam portos.
Egeia acha que nada deve governar sem aparecer diante da cidade.
Akrís acha que nenhum deus deveria governar mortais.


O Que Todo Viajante Aprende

Ninguém viaja por Aiyé sem precisar de outra nação.

Quem tem carne precisa de sal.
Quem tem exército precisa de ferro.
Quem tem ferro precisa de água.
Quem tem porto precisa de navio.
Quem tem glória precisa de plateia.
Quem tem verdade precisa de alguém disposto a ouvi-la.
Quem tem fé precisa decidir até onde ela pode mandar nos outros.

Aiyé não está parada.