Poder Suave

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Highlights

  1. Hollywood: o grande poder suave — location: 702

Na noite de 24 de fevereiro de 2013, — location: 705


Oscar de Melhor Filme, — location: 705


Via satélite, nos minutos finais da cerimônia, a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, apresentou o premiado: Argo (2012), dirigido por Ben Affleck. — location: 707


Depois dessa noite, se alguém tinha dúvidas de que Hollywood e Washington andaram quase sempre de mãos dadas, tais dúvidas foram dirimidas. Não que o poder político controle o poder suave ou vice-versa, mas em muitos momentos da história dos Estados Unidos ambos tiveram interesses em comum e souberam se ajudar. — location: 712


Como os estúdios dominaram o mundo? — location: 726


imigrantes — location: 727


começaram a cruzar o país e compraram — location: 729


lotes numa imensa fazenda que produzia cevada e laranja a fim de ficar longe dos fiscais — location: 729


A fazenda, — location: 730


depois anexada a Los Angeles, — location: 731


passou a se chamar Hollywood, agora um proeminente bairro da cidade. — location: 731


Em 1947, a receita dos estúdios com a venda de ingressos só nos Estados Unidos era de US$ 1 bilhão, fazendo que o cinema fosse o terceiro maior negócio de varejo do país, atrás apenas de armazéns e venda de automóveis. — location: 738


Star system e studio system — location: 743


quase 500 dos maiores astros de então — location: 745


estavam presos por contratos bem mais vantajosos para os estúdios do que para eles. — location: 746


No star system, o departamento de relações públicas dos estúdios ditava quando, como e onde as estrelas poderiam falar em público para tirar o melhor proveito da divulgação dos filmes. — location: 751


poderiam até alterar o nome que não fosse considerado suficientemente americano de futuros astros promissores. — location: 753


A cereja do bolo: o Oscar — location: 755


O cinema, naquela época, ainda tinha forte imagem de indústria e não de arte. Era preciso blindar aquele esquema industrial e econômico com uma imagem que ressaltasse a arte e o entretenimento. — location: 757


Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que a partir de 1929 passou a distribuir uma série de estatuetas para as produções dos estúdios, enquanto o cinema dos outros 194 países disputava praticamente uma só categoria: a de melhor filme estrangeiro. — location: 761


Desde essa época, os estúdios eram chamados de Grandes Irmãs, porque o paralelo com as relações fraternas é bastante preciso. — location: 765


O colapso dos estúdios: a televisão — location: 773


Tudo isso funcionou quase perfeitamente até 1948, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma decisão contrária aos interesses dos estúdios, num processo que ficou conhecido como “Os Estados Unidos contra Paramount et al.”. — location: 774


longa pressão antitruste, — location: 776


Os estúdios tiveram de suspender a venda de pacotes de filmes para as salas e fechar as próprias redes de exibição que possuíam, cortando seu vértice mais lucrativo. — location: 777


televisão. — location: 779


Mas não houve jeito: ainda que existissem poucas emissoras de TV no país e mesmo apelando de todas as formas possíveis, os estúdios perderam na justiça. — location: 781


Em vez de se tornar dono de um estúdio, Walt Disney focou na produção de licenças de personagens como Mickey Mouse, distribuindo para os Estados Unidos e o mundo as formas mais simpáticas e “inocentes” de poder suave de Hollywood: brinquedos, discos, livros e joguinhos, seduzindo milhões de crianças desde o berço. E seu filme, à revelia do que pensavam as Grandes Irmãs, foi um sucesso. Branca de Neve e os sete anões (1934) tornou-se a primeira película da história a faturar US$ 100 milhões, com 400 milhões de ingressos vendidos em uma década. — location: 784


O reino das franquias — location: 805


Os grandes executivos de Hollywood também relutam em assumir que não são os filmes que geram os grandes lucros dos estúdios, mas os games e o licenciamento para entretenimento doméstico (TV paga, TV aberta e Netflix). — location: 808


A Sony foi a primeira não norte-americana a comprar um estúdio de Hollywood. — location: 816


Muralhas anti-Hollywood — location: 820


Raros foram os países que receberam de braços abertos esse poder suave dos Estados Unidos. Mesmo os tradicionais aliados, como a Europa Ocidental, passaram a estabelecer políticas de restrição à importação de filmes de Hollywood assim que perceberam que aquele poder não tinha nada de inocente. — location: 820


1917 o presidente Woodrow Wilson declarou Hollywood uma “indústria essencial”, criando o Foreign Film Service. — location: 824


Hoje, filmes de Hollywood que mostram mulheres com roupas escandalosas e atitudes libertinas ou grupos fundamentalistas cristãos que punem o Islã por ser uma religião do mal estão fora do controle governamental numa sociedade liberal, e cortam os esforços governamentais para melhorar relações com os países islâmicos”, diz Nye. — location: 829


A ocupação norte-americana em países como Itália, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Áustria abriu um vasto mercado para os filmes de Hollywood. — location: 835


O poder suave americano também era reforçado por parques temáticos, como a Disneylândia de Tóquio e a Disneyland Paris da França. — location: 838


A americanização do cinema e da TV mundiais contou com ajuda dos próprios estrangeiros. — location: 849


Invasão chinesa — location: 857


A China, para tirar proveito do poder suave de Hollywood, entrou fortemente com capital em Los Angeles. — location: 857